A fome afeta Brasileiros e pessoas do mundo inteiro. Com o Pandemia da Covid-19 esta situação se agravou ainda mais. Onde o cardápio de famílias pobres foi cada vez mais minguando. 

Entre os anos de 2020 e 2021 o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a pesquisa, entre março de 2020 e julho de 2021, período da pandemia, o avanço médio do valor das despesas básicas no Brasil foi de 30,3%. A cesta de produtos de consumo básico englobam itens como: arroz, feijão, carnes em geral, leite integral e óleo de soja. 

A inflação afetou a sociedade em um todo, afetando ainda mais pessoas de baixa renda. Em relação à alimentação a pessoas mais pobres, a nutricionista Nadiessa Stochero, frisa: “Quando o assunto é alimentação, é importante frisar o conhecimento, quais conhecimentos sobre, estas pessoas têm. Isso reflete também em suas escolhas alimentares, já que para estes moradores de rua o poder de escolha deixa de existir, onde eles não obtêm de nenhum poder aquisitivo.  

De acordo com a representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Tatiana Dias, a estimativa entre fevereiro e março do ano passado, momento de eclosão da pandemia, era de 221 mil pessoas em situação de rua. Em 2021 tudo indica que este número aumentou ainda mais, como reforça Veridiana Machado, representante do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua). “Não sabemos quantas pessoas estão em situação de rua, mas com a pandemia, é algo que nos salta os olhos.”

A insegurança alimentar está em diferentes níveis de falta de acesso à alimentação. A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN)  realizou uma pesquisa sobre Insegurança Alimentar e Nutricional (SISAN), que concluiu que mais da metade do Brasil está em algum nível de insegurança alimentar. A região mais afetada é a região norte, chegando a ter mais de 18% das pessoas passando fome atualmente. 

A escolha dos alimentos e a então ingestão destes deveria ser bem pensada e assim feita não tendo que optar por uma das três refeições do dia, pensando assim Nadiessa frisa: “Assim como um carro que necessita de gasolina( combustível) para funcionar. E quando as necessidades do corpo humano não são supridas, tanto em qualidade como em quantidade, atinge-se um nível de insegurança alimentar, já que temos como nosso combustível os alimentos e se não o temos, ele não funciona.”

         As comunidades, sejam elas no interior ou na cidade, na maioria das vezes recebem auxílio da prefeitura por meio de assistentes sociais ou até mesmo por ONGs e Associações Beneficentes, que agem contra a fome em prol destas pessoas carentes. Entre todos os alimentos, Nadiessa cita o arroz e feijão, como essencial na mesa de pessoas que estão em necessidade. Em relação a hidratação do corpo ela cita: “ ingerir água todos os dias é essencial para o corpo e o organismo, muitas vezes esses moradores não têm acesso a  água potável.”

      Em relação ao nível de ensino destas pessoas, em pessoas que têm o ensino fundamental incompleto a fome se fez presente em 14,7% dos lares, em que a pessoa referência reside. Para Nadiessa, a falta de uma boa alimentação resulta no aparecimento de complicações e patologias, como: anemia, prodeficiência do ferro, hipotiroidismo, deficiência do iodo e principalmente alguns tipos de câncer que são associados a má alimentação e entre outros.

  A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e SAN (PESSAN) afirma que “a solução para erradicar a fome passa por políticas de geração de emprego e renda. A escalada da fome durante a pandemia não é de responsabilidade de um vírus, mas de escolhas políticas de negação e da ausência de medidas efetivas de proteção social”. Ou seja, a política no Brasil deveria colocar a fome como objetivo de extermínio e diminuição. A qual

Por Bruna Duarte

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