O rádio chegou ao país no dia 07 de setembro de 1922, durante as comemorações da independência do Brasil. A primeira transmissão foi a distância e sem fios. No entanto, esse meio começou a operar somente em 30 de abril de 1923, com a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A qual tinha o transmissor instalado em uma escola Politécnica.

        As primeiras rádios que foram surgindo, eram formadas por grupos organizados de curiosos e encantados com a grande novidade que era este novo meio de comunicação. A regulação da radiodifusão brasileira começou efetivamente em 1964, no início do Governo Castelo Branco. Após 42 anos depois da primeira emissora de rádio surgir no Brasil.

        O rádio sofreu distintas mudanças conforme os anos, Nas programações começou a ser ter comerciais, a maneira de trabalhar a informação com o passar dos anos também se modificou. 

   O jornalista Eugênio Siqueira, que trabalha na Rádio UPF, relata como é sua rotina na emissora de rádio: “Sou responsável pela editora esportiva, participando do programa trazendo informações e opinião acerca dos eventos esportivos, principalmente o futebol. Após dou início a roteirização da programação, que inclui a organização dos spots comerciais e das músicas no programa Equalize.” Programa este que vai ao ar mais tarde.


Créditos: Eugênio Siqueira/Divulgação

          Durante o dia, ele cita que realiza produção de spots comerciais e funções administrativas da rádio em relação aos seus apoiadores. No ano de 2021 além da rotina da rádio Eugênio também esteve envolvido com o trabalho de Assessoria de Imprensa, que é outro instrumento de Comunicação dentro do Jornalismo. Além desses dois trabalhos ele executa a função de repórter no portal Invadindo a Área, portal este que se deu início dentro do curso de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo (UPF), no ano de 2017.

         Conforme os anos foram passando o rádio começou a dividir seu espaço com outros meios de comunicação, como: TV e Podcasts. O rádio sempre será o meio que irá narrar o primeiro gol de um jogo de futebol, mesmo com o alto avanço tecnológico, o rádio segue transmitindo o imediato em real. 

         Eugênio cita que não esperava estar em meio a este meio, “Ao entrar na faculdade de Jornalismo, não tinha a pretensão de trabalhar na área. Minha ideia era fazer o curso que sempre sonhei. Por isso o início tardio, iniciei a faculdade com 33 anos. Foi tudo sem planos.” Porém as oportunidades foram surgindo e ele foi aproveitando-as e as transformando em experiências. 

     No rádio, na faculdade e na vida, o apoio da família é essencial, como Eugênio cita: “Tive segurança nas minhas escolhas, o apoio da família e o melhor e a tranquilidade de dar o meu melhor, sem preconceitos e aberto totalmente a aprendizados. Acho que foi a melhor decisão que tomei.” 

Por anos e anos, os “futurólogos” pregavam a extinção de determinadas formas de comunicação toda vez que uma novidade surgia. Dessas profecias o rádio sempre estava no alvo. Esses teóricos caíram em descrédito quando se comprovou pela experiência prática em todos os países do mundo, incluindo o Brasil que a evolução de transmissão e consumo de conteúdo não é sinônimo de extinção de linguagens de Comunicação.  

      Para Eugênio o futuro do Rádio e do Jornalismo tem um futuro promissor e longo, “Acredito que as rádios que focarem em qualificar sua programação local e estar atenta a tudo, que tenha conhecimento de todos os setores e assuntos que envolvem a sociedade, terá uma vida longa.” O rádio seguirá sendo imediato e mais próximo dos meios de comunicação de uma comunidade.

Por Bruna Duarte

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