Em agosto de 2017, a Central Única de Favelas (CUFA) realizou a sua primeira atividade na cidade de Passo Fundo, localizada ao norte do estado do Rio Grande do Sul. O projeto, chamado “Central Zachia”, serviu de base para as ações da CUFA em Passo Fundo e levou cultura, lazer, esporte e profissionalização aos moradores do bairro José Alexandre Zachia, situado na periferia do município.

Quatro anos depois, após muito trabalho e empenho de seus parceiros e colaboradores, a instituição está prestes a fundar um Centro Cultural no Loteamento Professor Schisler, no bairro Integração, onde já vem desenvolvendo atividades de interação social. Esta semana, o então prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida, assinou o termo de cedência do terreno e o projeto de construção da sede foi encaminhado à aprovação na Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul – Pró-cultura RS.

Foto: Divulgação. Em junho deste ano, a Câmara de Vereadores aprovou a concessão de um terreno de 3,8 mil metros quadrados vinculada à finalidade específica de construção da sede e funcionamento das atividades da associação em Passo Fundo. Estiveram presentes no encontro o presidente da Câmara Rafael Colussi (DEM), o Secretário Municipal de Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, o coordenador estadual da CUFA, Junior Torres, e o coordenador da CUFA no município, Guilherme Barreto.

O coordenador da CUFA em Passo Fundo, Guilherme Barreto, ressalta que o espaço será aberto a toda a comunidade passo-fundense e que pretende atender cerca de duas mil crianças semanalmente, nas mais diversas atividades, bem como pais e mães, com oficinas de formação técnica. Segundo Barreto, a construção do Centro Cultural está prevista para a metade do próximo ano e a inauguração para o segundo semestre de 2023.

“A CUFA ela leva oportunidades reais para as pessoas. A gente tenta chegar antes do crime, literalmente. A importância dessas ações é promover o empoderamento da periferia, mostrar pra eles mesmos que eles são potentes, que ali existe a maioria dos trabalhadores que compram roupas, que compram calçados, (…) e que fazem planos, que compram televisão, que tem TV a cabo. Eles fazem uma parte muito grande da receita de impostos da cidade e não ensinam para a gente e nem para eles a importância disso aí. Então, o principal da CUFA é isso aí. É mostrar que a gente gera renda, e que a gente gera renda mais que o centro, que a gente constrói o centro, a gente trabalha no centro e a gente compra no centro. E muitas vezes o pessoal é excluído por uma barreira invisível entre o centro e a periferia”.  — Guilherme Barreto, coordenador da CUFA em Passo Fundo

Atualmente, a entidade atua por meio de recursos do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e dos Adolescentes (COMDICA) com oficinas de percussão, inglês e português e suas literaturas na EMEF Coronel Sebastião Rocha, no bairro Valinhos, com dança tradicional gaúcha na EMEI Francisco Luiz Bianchini, no Jaboticabal, e na sala da CUFA em Passo Fundo, no bairro Schisler, com dança de rua.

Por Thaiane de Almeida