Há vinte quatro anos, a cerimonialista, Lauren Pivato Varella Carcheski, começava a trabalhar no setor de eventos, participando e alegrando as festas. Quando trabalhava em uma empresa de realização de formaturas, ficou inspirada e, um dia, acordou pensando “puxa, nós podíamos organizar casamentos”.

Segundo Lauren, de forma inesperada, abriu a sua empresa, a Corsage Eventos e Cerimonial, há dezessete anos, e afirma não tinha conhecimento sobre a existência da profissão de cerimonialista- responsável por auxiliar as pessoas no planejamento e organização de eventos em mínimos detalhes. 

A fundação da sua empresa de eventos matrimoniais, foi uma parceria realizada juntamente com a sua antiga chefe, da época.  Destaca-se que o seu negócio foi o primeiro, do ramo da cidade, de Erechim, em organização de casamentos, segundo Varella.  

Diante dos altos índices de contaminação de Covid-19, o setor de eventos foi um dos mais afetados no mercado de trabalho. Ela relembra que foram o primeiro setor a parar de funcionar e o último a retornar ao trabalho. Com a impossibilidade de realizar grandes eventos durante um longo período e sem a perspectiva de volta das festas, afirma que foi um momento complicado e desafiador na sua vida. 

A empresária relata que o governo não ajudou e incentivou, os trabalhadores de eventos, durante a pandemia: “Fomos uma classe esquecida”. Foram realizadas reuniões ao nível municipal e feitos pedidos ao nível estadual, no entanto, a área não obteve ajuda nas despesas cotidianas, nem redução de taxas dos impostos ou adiamento das contas. 

Segundo Varella, nesse período sombrio, teve alguns empréstimos financiados liberados pelos bancos, para trabalhadores de eventos, mas a remuneração era baixa e tinha um breve período para conseguirem o auxílio. 

Com isso, algumas pessoas, do setor que precisavam de assessoria ficaram sem, pois não tinham mais dinheiro liberado para financiamento. No entanto, esse benefício do banco não era suficiente para manter as empresas abertas na pandemia, de acordo com Varella. 

Muitas pessoas que não precisavam de financiamento, pegaram para trocar o carro

Muitos trabalhadores, desse nicho, acabaram desistindo e optaram por seguir novos rumos frente à pandemia. A empresária Varella pensou em seguir o mesmo caminho, de seus colegas de profissão, mas conseguiu manter a estabilidade de sua empresa, com a realização de eventos mais intimistas, feitos em casa e com um número restrito de convidados, permitidos pela lei na ocasião.

Quanto a pandemia, ela continuou trabalhando no ramo de eventos, porém precisou se adaptar àquilo que o momento permitia a ser feito. Dessa maneira, realizou ações, tais como: vender café da manhã para o dia das mães, dos namorados, jantar para fazer em casa, entre outros. 

Em relação ao retorno das festas de grande porte, Varella informa que os eventos não possuem limite de indivíduos, segundo a lei de março de 2022. Apesar disso, o uso de álcool gel e a utilização de máscara na circulação do ambiente são obrigatórios. 

Por Bruna Rebonatto