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A estiagem prejudica a safra  de soja 2021/22 as perdas chegam a estimativa de a 52,1% no Rio Grande do Sul.

   A safra de  soja em 2020/21 do Rio Grande do Sul foi uma das maiores nos últimos tempos, teve um recorde de mais de 20 milhões de toneladas, dados da  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este ano, ao contrário, as perdas na safra 2021/22 de soja do Rio Grande do Sul chegam a 52,1% ante a estimativa inicial para a Emater-RS/Ascar.             

     A produção de soja foi estimada em 9,541 milhões de toneladas, ante 19,940 milhões de toneladas previstas inicialmente. Segundo o Agrônomo e Produtor Agrícola de Soledade, Edison Chequeller, no ano passado foi a “safra das safras”, tanto a nível regional, estadual, como a nível de Brasil, para ele este ano devido a estiagem  que teve no final de 2021 e no início de 2022 as perdas  são muito grandes para a safra de soja , não só para agricultura mas a estiagem afetou também  as produções pecuárias e o abastecimento de famílias no meio rural, prejudicando assim o agronegócio .

    O Rio Grande do sul , como os demais estados da região sul estão sofrendo com a  estiagem, sendo  que os prejuízos  já passaram dos R $70 bilhões no país, segundo divulgação de entidades e órgãos governamentais dos Estados afetados. Existem regiões no estado que foram menos atingidas e outras sofreram mais, para o agrônomo a região do Alto da Serra do Botucaraí, todos os  municípios  foram prejudicados, todos solicitaram situação de emergência em função da estiagem, ele calcula que   só na soja a perda fica em torno de R$750 milhões.

   Os governos tem  criado algumas medidas para amenizar esta situação causada pela estiagem. Para Edson o apoio dos governos é na renegociação de dívidas de custeio e investimento, no troca-troca de sementes de milho e no proagro e seguro agrícola.O’Ideal é que todo o agricultor no financiamento das lavouras o faça com seguro agrícola ou pro agro.

    Sabe-se que a estiagem no Rio Grande do Sul é cíclica, os produtores rurais precisam ficar atentos a este fenômeno da natureza, como forma de prevenção, criar alternativas. O agrônomo considera essencial atacar as causas com reservação de água para irrigação;  manejar o solo para diminuir os impactos das estiagens; solo bem manejado, se preocupar com a preservação ambiental, não lembrar da estiagem quando ela vem,ter uma política de convivência com ela, de prevenção.

    A tecnologia tem se mostrado como uma aliada  fundamental para que o mundo continue a produzir alimentos em quantidade suficiente para abastecer a população em meio às mudanças no clima. Ressalta  Chequeller que existe algumas tecnologias de precisão que ajudam o agricultor ,o produtor rural, que utilizam  aplicativos, drones, telas ,soluções digitais que ajudam na fazenda, na lavoura, para aproveitar ao máximo os recursos do campo, essas ferramentas permitem a automação da coleta de dados, possibilitam uma análise mais precisa sobre clima, solo, lavoura e equipamentos, garantindo ao produtor aplicar as melhores soluções de pulverização, adubação, aplicação de defensivos Para ele  a  tecnologia contribui para a qualidade da semente utilizada, produz novas cultivares, tenta produzir sementes  mais resistentes às pragas para diminuir a utilização de agrotóxicos e ter um grão de mais qualidade.

  O Brasil é dependente das  importações de fertilizantes da Rússia, em consequência  da guerra entre Rússia e Ucrânia, existe uma incerteza que deixa os agricultores preocupados. Segundo o agrônomo uma possível suspensão das importações de insumos para o Brasil, pode gerar problemas graves ao agronegócio, já que existem informações do Governo Federal que existe insumos até outubro, é preocupante para todo os setores do agronegócio  se faltar fertilizante vai haver aumento de preços, pois a produtividade será menor e vai haver aumento dos custos de produção e todos nós vamos ser prejudicados .

Por: Inácio Marin Lupatini