Com a invasão da Rússia na Ucrânia, acabou complicando para as outras nações de conseguir importar insumos agrícolas, inclusive o Brasil. Os brasileiros encontram-se na quarta posição do ranking mundial dos países que mais consomem fertilizantes do mundo, ficando atrás da China, dos Estados Unidos e da Índia.

O gerente comercial da Kesoja, de Erechim, Tiago Polese, afirma que os insumos agrícolas mais importados para o Brasil são o NPK, conhecido como: o nitrogênio, o potássio e o fósforo. Essas matérias-primas são muito utilizadas e comercializadas, pelos pecuaristas e agrônomos brasileiros, salienta Polese. Com o grande número de importação do NPK, o Brasil acaba se tornando completamente dependentes dessa matéria-prima para a plantação 

 “Somos completamente dependentes dessa matéria-prima para a plantação” aponta gerente da Kesoja

O Brasil importa 70% dos fertilizantes consumidos internamente no agronegócio brasileiro e, a Rússia se destaca por ser o principal fornecedor. Para tentar contornar essa situação, Tiago acredita que os brasileiros precisam procurar alternativas para a diminuição de importação, como tentar explorar o que temos internamente no país.

Com a inflação, a seca e uma guerra acontecendo, os trabalhadores na área do agronegócio brasileiro devem sofrer as consequências diretamente no seu bolso, na próxima safra em função da dependência do Brasil na importação de fertilizantes, segundo Tiago.

Com o elevado preço do saco dos fertilizantes para os agricultores e pecuaristas realizarem seu plantio, o gerente acredita que os agrônomos vão procurar alternativas para tentar diminuir o impacto, entre eles: comprar menos adubo por hectares e diminuir a produtividade.

Se você acha que os preços das mercadorias estão altos, pode preparar a carteira! Polese alerta que os consumidores devem sentir, ainda mais, um maior impacto no valor das compras, nos próximos dois meses, aponta Thiago. Isso se deve devido ao atraso da vinda dos fertilizantes ao Brasil, o custo de produção no campo e o elevado custo do óleo/diesel nos postos de gasolinas. Isso, acaba também influenciando no aumento do valor do frete.

Confira a seguir o áudio do gerente da Kesoja comentando sobre as consequências para os agricultores na próxima safra e aos consumidores finais do produto:

Por Bruna Rebonatto