Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2,2 milhões de pessoas possuem deficiência auditiva.

 Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) um quarto da população mundial o equivalente há de 2,5 bilhões de pessoas, terá algum grau de perda auditiva em 2050.

A perda da audição está entre as deficiências mais comuns na população brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2,2 milhões de pessoas possuem deficiência auditiva. Destaca a Fonoaudióloga Especialista em Audiometria Clinica E Ocupacional Janaina Lupatini  que a deficiência auditiva é a incapacidade parcial ou total da audição, , seja por ter nascido com ela , ou adquirido por doença ao longo do tempo. Ressalta que a pessoa perde a habilidade de ouvir certos sons e essa perda pode trazer muitos prejuízos sociais, psicológico e de comunicação.

A falta da audição pode ser causada por diferentes fatores, como os chamados traumas mecânicos, que compreendem acidentes de trânsito e perfuração causada por objetos, O uso de fones de ouvido em volume muito elevado, infecções de ouvido constantes e rotina de trabalho com exposição ao barulho acima da média recomendada também podem causar surdez. Para Janaina existem diferente tipos e níveis de perda auditiva, temos as perdas neurossensoriais, as condutivas e as mistas.  A mais comum é a sensorioneural, tanto adquirida, quanto as congênitas

Os níveis  podem ser leves, moderadas, severas e profundas. Eles são utilizados para classificar os pacientes que possuem dificuldades na audição, a fim de oferecer tratamentos mais adequados para cada caso. Acrescenta a fonoaudióloga que na maioria dos casos, a instalação da doença ocorre de forma indolor e pode passar despercebida. Por isso é importante prevenir a exposição aos fatores de risco e ficar atento a alterações na percepção auditiva.

Os  sinais de perda da audição  podem passar despercebidos, mas  existem alguns sintomas que é necessário ficar atento, a fonoaudióloga recomenda atenção quanto a pessoa passa a ter dificuldade de se comunicar em locais  com sons altos, ela faz leitura labial durante a conversa, tem intolerância a sons altos, começa a se isolar, pede várias vezes para as pessoas repetirem o que disseram, não olha quando chamado , tem dificuldade de falar no telefone, fala muito alto, se queixa de zumbido ,entre outros.

A queda auditiva tem efeitos nocivos quando não diagnosticada e tratada devidamente, deve sempre ser diagnosticada por um profissional, como um fonoaudiólogo ou um otorrinolaringologista, que irá testar a audição para determinar o tipo e grau da perda. A fonoaudióloga coloca que existem exames que podem diagnosticar as perdas  auditivas como a audiometria tonal, logoaudiometria, imitânciometria, BERA e Emissões otoacústicas.

  https://cliniguia.com/unidades/soledade-rs/janaina-lupatini-5680247/

Os efeitos da perda auditiva podem ser amenizados  e detectados precocemente , comenta a fonoaudióloga que  podem ser identificado na infância por meio de testes    e que isso evita que a perda da audição  se transforme em severa. Um teste realizado na infância e que é obrigatório no Brasil desde agosto de 2010  e deve ser realizado gratuitamente é o teste da orelhinha que auxilia  na detecção e possível protetização na infância. 

Existem perdas auditivas que podem ser tradadas com o uso de prótese auditiva segundo a fonoaudióloga o aparelho auditivo é indicado em caso de surdez, desgaste do  sistema auditivo, ou quando há alguma situação de doença que provocam dificuldades para    a chegada do som ao ouvido interno  .

A prótese auditiva é um amplificador que tem a função de possibilitar a maior compreensão possível da fala, bem como tornar audível sons ambientais, sinais de perigo, sinais de alerta, sons lúdicos, tornando-se facilitador para o desenvolvimento global do deficiente auditivo.

A fonoaudióloga esclarece que quando a perda auditiva é muito profunda    e o uso do aparelho não consegue suprir a perda auditiva, se faz necessário uma cirurgia e um implante coclear,” por isso o diagnóstico precoce é tão importante, pois há uma variedade de serviços para oferecer ao paciente”. Conclui Janaina.

Por: Inácio Marin Lupatini