Uma história de batalha em busca de uma vida com qualidade..

Entre os perfis que preenchem as estatísticas de procura por cirurgias relacionadas a estética corporal, não estão somente aqueles de pessoas que se preocupam em manter a aparência para pertencer a uma sociedade que adota o padrão estético “ideal” como estilo de vida. Em inúmeros casos esse padrão vai muito além do que é visto através do espelho ou dos olhos dos outros.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica Metabólica aponta crescimento nas estatísticas de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil. De 2012 até o ano passado o número de procedimentos cresceu 46,7%.

Jucélia Maria Paese, funcionária pública, aos 50 anos faz parte das estatísticas.

O ano era 2013. Entre os problemas de saúde: pressão alta e colesterol elevado, o que fez com que ela dividisse 15 anos de sua com o uso de medicamentos.

Para muitos a obesidade pode parecer algo simples de resolver, mas este não foi o caso da funcionária pública, que procurou por ajuda incansavelmente. As idas ao nutricionista não foram suficientes para que ela voltasse a ter uma vida normal. A dieta regrada e até o uso de medicamentos até davam resultado, mas isso era momentâneo e Jucélia logo voltava a ganhar peso.

Foi quando percebeu que o melhor para o momento e para a situação desconfortável que vinha passando, era procurar por ajuda médica. E foi o que fez! Entrou em contato com o doutor de confiança da família que imediatamente agendou a consulta para maio do mesmo ano.

Na data marcada, Jucélia chegou na clínica com antecedência. Aguardou por alguns minutos na sala de espera, onde mais tarde o doutor lhe apresentaria a solução que tanto desejava. Depois de avaliar a paciente, solicitou alguns exames que foram logo sendo encaminhados pela funcionária pública.

Um mês depois, todos os exames estavam prontos! Jucélia apresentava todos os critérios exigidos para a realização da cirurgia e agora já estava preparada para o procedimento. A bariátrica – Bypass mudaria a sua vida novamente.

Era metade de junho. Jucélia viajou por quase duas horas até chegar ao local da cirurgia. Percorreu o caminho na companhia da família e da confiança nos trabalhos da equipe que realizaria o procedimento, a funcionária pública não queria mais esperar e então, a operação foi realizada.

Em 24 horas Jucélia retornou para casa. Estava bem, porém com o passar dos dias vieram as complicações decorrentes da cirurgia. Se sentia fraca, e mesmo que não desejasse passar por tudo isso, a paciente já havia sido alertada da situação que teria que enfrentar.

Já no primeiro mês, a balança apontava 12 kg a menos do que o que mostrava na última pesagem antes da cirurgia. Ali começava a renascer a esperança. A caminhada apenas tinha começado. Nos seis primeiros meses, as visitas à psicóloga, à nutricionista, à dermatologista e ao doutor que realizou o procedimento eram frequentes. Mas desta vez a correria era mais prazerosa e não estava sendo em vão. Durante aquele ano, foram quase 50 kg a menos. Um peso que aliviou a alma e que fez brotar novamente a felicidade.

Hoje, cinco anos depois da cirurgia, Jucélia com 45 quilos a menos e sem precisar tomar os remédios para controlar o colesterol, se considera uma pessoa realizada e feliz!