As ONGs desenvolvem suas atividades de acordo com o foco de interesse, objetivos e principalmente sobre o efeito que desejam gerar.

ONG significa Organização Não-Governamental e, segundo a doutora em Antropologia Social Leilah Landim e a socióloga Maria da Glória Gohn, foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) na década de 1940. O termo ONG foi escolhido para nomear entidades não-oficiais que tinham ajuda financeira dos órgãos públicos para projetos de interesse social serem realizados. Surgiuna América Latina como forma de estratégia do sistema capitalista, que na época idealizava a superação da pobreza e do subdesenvolvimento conhecido como “Terceiro Mundo”. O termo ONG foi originado das ONGS de 1º mundo que no começo se nominavam de ONGDs (Organizações Não-Governamentais de Desenvolvimento), só que para os latino-americanos, as ONGDs ficaram notáveis como “Centros Populares”. Só após o meio das organizações expandir na América Latina é que a expressão ONG surgiu. Também conhecida como “Terceiro Setor”.

Segundo o site ABONG, (…) são consideradas Organizações Não-Governamentais – ONGs, as entidades que, juridicamente constituídas sob a forma de fundação, associação e sociedade civil, todas sem fins lucrativos, notadamente autônomas e pluralistas, tenham compromisso com a construção de uma sociedade democrática, participativa e com o fortalecimento dos movimentos sociais de caráter democrático, condições estas, atestadas pelas suas trajetórias institucionais e pelos termos dos seus estatutos.

As ONGs representam um grupo heterogêneo e de múltiplas faces. Suas áreas de ação podem ser locais, regionais ou globais, podem ser conduzido por sua ideologia e também podem se dedicar a questões delimitadas. Certas ONGs destinam-se ao interesse do público em geral, outras tem um ponto de vista mais específico. Vão de modestas entidades comunitárias até grandes organizações, atuando individualmente ou formando redes de troca de serviços e conhecimento.

Já no Brasil, as ONGs obtiveram impulso a partir do processo de redemocratização política que aconteceu depois da Ditadura Militar, entre o ano de 1964 e 1985. Mas apenas nos anos 90, as ONGs deram início, como por exemplo, o Instituto Ethos e a Rede de ONGs da Mata Atlântica que abrange aproximadamente 312 instituições em 16 estados.

Segundo uma pesquisa do IBGE feita em 2010, haviam 290,7 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) no Brasil, voltadas, predominantemente, à religião (28,5%), associações patronais e profissionais (15,5%) e ao desenvolvimento e defesa de direitos (14,6%). As Fasfil se concentravam nas seguintes regiões do país:

Para saber um pouco sobre como funciona uma ONG, conversamos com o presidente da COMPATA, Cacá Nedel.

♦ Eu Cãotribuo aconteceu na Praça Tamandaré, a ideia do evento era receber contribuições para o trabalho da ONG. No final foi realizada uma homenagem ao cãozinho Tunico e outros animais que já faleceram. / Foto: Acervo COMPATA

 

A Associação Passofundense de Proteção aos Animais foi criada oficialmente em 10 de agosto de 1991, mas, o trabalho já vinha desde os anos 80 sob o comando do Presidente Honorário Adão das Chagas, precursor da defesa dos animais no estado do Rio Grande do Sul. Segundo Cacá Nedel, a função para qual a ONG foi criada vem sendo cumprida com maestria. Em 2012 houve a fusão com o COMPATA e os objetivos foram ampliados, “hoje a Associação Passofundense de Proteção aos Animais que tem como nome fantasia COMPATA, é uma associação de direito civil privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter organizacional, promocional, recreativo e educacional, sem cunho partidário. A ONG tem como com a finalidade promover o combate do Especismo em todas as suas formas, e defender o meio ambiente harmônico e o fim da escravidão animal através do Veganismo”.

O COMPATA é mantido com recursos próprios, vindo de doações de pessoas físicas, vendas de camisetas e Ações Entre Amigos, não existe nenhum tipo de verba pública. Cacá Nedel conta que há uma ideia para o futuro da ONG, que seria ampliar a parte educacional mudando a realidade de milhões de animais pelo mundo. Mas a ONG possui duas carências: espaço e contribuições financeiras. O COMPATA não possui sede própria e são contra essa ideia, pois segundo Cacá Nedel, abrigos estimulam o abandono, por isso atuam apenas com lares temporários e casas de passagem para abrigar os animais. “Se tivéssemos mais lares temporários poderíamos fazer muito mais. Lar Temporário ou Casa de Passagem trata-se da iniciativa de pessoas comuns cederem, por alguns dias ou meses, apenas o seu espaço e carinho para animais à espera de adoção”. O COMPATA oferece todos os recursos indispensáveis à “estadia” do animal, como medicamentos, potes para ração e água, a própria ração, coleiras e guias, brinquedos e, no caso de gatos, bandeja e areia sanitária. 

♦ Afastada da cidade, a sede da AAMA atualmente acolhe cerca de 200 animais. / Foto: Reprodução Facebook

Assim como o COMPATA, a AAMA, (Associação Amiga dos Animais), também é uma entidade civil sem fins lucrativos, que foi fundada em 2014 em Nova Prata. A ONG é mantida por voluntários e por doações, às vezes são realizados eventos, como rifas e brechós para arrecadar recursos, além de ter um convênio com a Prefeitura Municipal.

A Associação tem duas ideias para o futuro, como nos conta Vanessa Postingher, uma das voluntárias, “os planos para o futuro são continuar fazendo o trabalho que já é feito, com uma maior ajuda do poder público e da comunidade em geral e poder ter o máximo de cães adotados no nosso abrigo”.

A sede da AAMA se localiza em um lugar afastado da cidade e atualmente acolhe cerca de 200 animais, que foram abandonados ou estão sem um lar.

Para saber mais sobre as duas ONGs, acesse suas páginas no Facebook: COMPATA — AAMA.

Por: Carolina Beux e Monique Chiarentin