Cores vibrantes, Movimentos do corpo expressando aquilo que a alma quer dizer, Uma viagem pelo mundo com paradas em cada esquina onde diferentes países firmavam suas bandeiras. Sorrisos abertos e olhares atentos. Assim foi o festival internacional de Folclore de Passo fundo, Uma festa de todos os povos.

Quem assistiu o evento ou pisou no palco principal, sentia-se praticamente em casa. E isso, não foi por acaso. Uma família foi responsável pela recepção de cada dançarino e expectador, A família Cavalleiro. O músico Passofundense Rodrigo e sua esposa Janaina participam do festival a mais de 20 anos. E em 2018 contaram com um reforço na apresentação do lonão, seu filho Rodrigo Junior de 9 anos. O trio interpretou a música que é tema do festival e embalou a abertura com timbres que carregam o DNA da cultura.

De uma despretensiosa composição que tinha o intuito de homenagear Passo Fundo, gravado pelo Grupo “Tebanos do Igaí”, veio a ideia de abordar a magia do festival. Assim surgiu a música “Circo da Paz”, música que se tornou hino do festival e é cantada por todos os folcloristas que participam do evento. “Cava”, apelido carinhoso do músico com grande experiência em festivais da cultura gaúcha. “Uma das suas maiores emoções nestes anos de festival, foi o momento em que percebeu que estavam ali americanos, russos, italianos, chineses e todos pulando e cantando a música que escrevi.”  Explica ele

Para Janaina, Uma radialista acostumada com a comunicação diária com ouvintes de diferentes gostos e culturas, “O festival é a oportunidade de conhecer o mundo, e entender que apesar de tantas diferenças, existem elos semelhantes que nos fazem sorrir e vibrar juntos”. Diz ela. Perguntamos como foi a experiência de cantar ao lado de seu filho e marido, ela explica com alegria e emoção.

O ditado popular, “filho de peixe, peixinho é” concretizou-se no palco do festival internacional de folclore de Passo Fundo.  O jovem “Cavinha” apelido de Rodrigo Junior de 9 anos, parece ter herdado o talento e o gosto pelas artes de seus pais. Janaina explica que incentivaram o filho a cantar, mas a iniciativa de subir ao palco foi somente dele. O guri de personalidade forte e marcante nos revela que sentiu um pouco de nervosismo ao ver o grande publico que lotava o lonão. Mas também o amparo de seus pais foi como um “porto seguro” para superar o receio.

A história da família Cavalheiro se entrelaça com a história do Festival de folclore de Passo Fundo.  A 14ª edição completa o hall de emoções do trio que carrega o festival na voz e no coração. Como a letra do tema diz ““E quando a magia da lona se vai, No peito da gente a saudade não sai. Com um nó na garganta e tristeza eu digo: Agradeço a visita amigo, vá com Deus e até mais.”